Sailor Moon Vol.12

Review do mangá da JBC

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O mangá de Sailor Moon finalmente chegou ao seu fim! Esqueça as piadinhas e as histórias leves do dia a dia escolar. O volume 12 está recheado com momentos densos, pesados e complicados. Afinal, a batalha contra a maior inimiga que Sailor Moon já enfrentou não poderia ser tão fácil e o número de vítimas continua a aumentar. Será que ela vai ser capaz de acabar de vez com essa e todas as batalhas?

Galaxia apareceu diante de Usagi e deu início à “guerra das Sailors” no meio da cidade, colocando em risco as pessoas e todo o planeta. Nossa heroína quase falha, mas graças ao misterioso poder de Chibi Chibi, que ganha asas e consegue invocar o cálice sagrado, o pior é evitado.

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Usagi é resgatada pelas Starlights e decide usar toda sua força para ir ao encontro de Galaxia. Antes disso, como boa dona, ela deixa Luna, Artemis e Diana, que estão gravemente feridos, aos cuidados da mãe. Ao ver a filha partir, ela pressente que sua filha não vai mais voltar… snif! snif! Adeus mamãe Ikuko ç.ç

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Nem você mamãe Ikuko, nem você…

Usagi e Chibi Chibi viajam ao espaço junto de Kakyuu (com dois “u” mesmo, não como foi grafado no mangá pela JBC) e das Starligths, apenas para descobrir que as guerreiras do Sistema Solar Externo foram derrotadas por Galaxia. – Um momento de silêncio para refletir que a morte de TODAS as companheiras de Usagi aconteceram num único volume! – Sem poder contar com a ajuda das amigas, Usagi ruma para a Estrela Zero da Constelação de Sagitário, que fica bem no centro da galáxia, e será palco das muitas batalhas que ainda estão por vir. São muitas mesmo… muitas personagens novas, muitas dúvidas, alguns furos… segue um resumo:

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1º Round

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Tá, eles morreram… mas e depois?

Inimigas: as irmãs Lethe e Mnemosyne, guardiãs dos rios de areia do esquecimento e da memória
Cenário: Rios de areia do esquecimento e das memórias
Saldo: 3 gatos mortos, fãs confusos sobre essas mortes e 3 estrelas desmaiadas  

 

2º Round

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Porque quem colhe sementes estelares só podia ser jardineira.

Inimigas: Sailor Phi e Chi, jardineiras do Jardim de Estrelas
Cenário: Rios de areia do esquecimento e das memórias
Saldo: 2 inimigas e 3 estrelas mortas  

 

3º Round

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A coveira

Inimiga: Sailor Heavy Metal Papillon
Cenário: Cemitério
Saldo: aparição de 5 novas aliadas (a filha e as amigas dela) e 1 inimiga morta

 

[Pausa dramática para apreciar o último momento engraçado da história] com a confusão sobre Chibi Chibi Moon? ser a 2ª filha da Usagi. Ou seria filha da Chibi Usa? Afinal? Quem é a pirralha que repete tudo como um papagaio?vol12-10[/Fim da pausa]

 

4º Round – A Revanche

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Adeus, bola de fogo… não curto funk!

Inimigas: Sailor Phi e Chi, jardineiras do Jardim de Estrelas
Cenário: Jardim de estrelas, em frente ao palácio de Galaxia
Saldo: A princesa finalmente se transforma, mata uma inimiga, morre, e a 2ª inimiga morre com ataque da outra princesa que já estava transformada desde o início.  

 

5º Round – F****

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Inimigas: Todas as amigas possuídas pelos braceletes da inimiga-mór + Seu amado possuído DE NOVO (3ª vez?)
Cenário: Escadaria do Palácio
Saldo: 8 mortes, muitos machucados, 4 amigas da filha desmaiadas.

Depois de apanhar bastante, Chibi Moon consegue convencer Usagi de que aquelas não são suas verdadeiras amigas. O poder de Chibi Chibi não é o bastante para protegê-las dos ataques “galacticos” e Sailor Moon não consegue atacar as amigas com sua verdadeira força. Tudo parece perdido, mas Chibi Chibi impede que Chibi Moon a ajude, pois esta batalha é da Sailor Moon.
É muito triste ver a angústia de Usagi ao lutar contra as amigas, mas a pequenina estava certa em acreditar. Usagi reúne forças para desferir um “Beijo da Cura”, mas quando estava prestes a recuperar os Cristais Sailor… Galaxia aparece!

 

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[Batalha contra o 1º chefão] A anfitriã dá as boas vindas, beijando e chutando o amado Tuxedo (de novo? quantas vezes isso ocorreu na história?). E então a incrível batalha entre as guerreiras mais poderosas do universo tem início! Quando se vê encurralada, Galaxia corre e conduz a inimiga ao palco final: o Caldeirão Galáctico, o lugar onde as estrelas nascem e para onde retornam após a morte. Para enfurecer mais ainda a detentora do Cristal de Prata, Galaxia joga os Cristais Sailors e Tuxedo Mask no mar materno do Caldeirão.
Saldo: 1 morte e a Pequena Dama desaparece…

 

Galaxia é uma guerreira que nasceu sem planeta e com um poder ofensivo imenso. Passou a vida em busca de um astro que fosse digno e que pudesse aumentar ainda mais o seu poder. Foi assim que ela foi encaminhada ao Caldeirão Galáctico por ninguém menos do que Death Phantom (isso, aquele do arco do Black Moon).

 

[O Chefão Master] No caldeirão, Galaxia encontrou Chaos, uma criatura que foi incapaz de nascer como uma estrela. Para conquistar esse poder e o controle do caldeirão, ela armou um jogo para despertar o poder máximo da detentora da Semente Estelar mais brilhante, Sailor Moon, atrai-la ao Caldeirão e oferecê-la como sacrifício. Galaxia esperava que Sailor Moon e Chaos se destruíssem na batalha e ela poderia reinar como o ser de maior poder do universo. No entanto, Chaos não tinha planos que incluíssem Galaxia. Foi ele que a usou para que finalmente pudesse se unir com a brilhante luz da lua.

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Sailor Moon salva a inimiga, agora sua companheira, e percebe que nunca lutou verdadeiramente pelo amor e pela justiça, apenas para proteger as pessoas amadas. Sem suas companheiras, por que lutar? Seria esse o fim de todas as batalhas?  Chibi Chibi revela que  o verdadeiro fim só existirá quando o Caldeirão for extinto, levando consigo o Chaos.

Aprendemos que as trevas clamam pela luz e a luz atrai as trevas, num ciclo infinito. Isto é o universo. Somente a extinção do lugar que dá vida ao universo, poderia dar fim às batalhas. Chibi Chibi insiste que Sailor Moon deve exterminar com o futuro da galáxia para que não se arrependa de carregar a culpa de não ter acabado com tudo quando teve a chance.

Pela primeira vez cheia de esperança e sem acreditar nas próprias palavras, Sailor Galaxia afirma que este não será o fim. Se o caldeirão for destruído, um novo nascerá e o conflito entre trevas e luz seguirá, assim como o futuro das estrelas. Com isso, Sailor Moon também recobra as esperanças e a crença no futuro mais distante do universo. Ela é a guerreira que aceita e abraça o tudo. É uma estrela grande e ofuscante, como Galaxia buscava, mas agora está fora de seu alcance. Esse é o fim de Galaxia.

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Mesmo sozinha, Sailor Moon não desiste de criar um futuro e pede para que Chibi Chibi continue acreditando que a estrela da esperança não irá se extinguir. Usagi decide se sacrificar se fundindo ao Caldeirão para poder abraçar a todos e se tornarem “uno”. Rogando pelo poder de todas as Guerreiras Sailor e todos os Cristais, Sailor Moon usa o Cristal de Prata uma última vez para purificar o Caldeirão. 

As Guerreiras dos Asteróides enfim despertam, ao ouvir o chamado de Sailor Moon e, dessa forma, acabam sendo as únicas testemunhas do desfecho da grande batalha. Ali elas encontram a verdadeira forma de Chibi Chibi: Sailor Cosmos, que explica que a enxurrada de luzes que estão vendo é os Cristais Sailor voltando a seus planetas na forma de sementes estelares, graças à união de todos os Cristais. Este é o infinito poder “Lambda” do Cristal Cosmos, que cria a ordem estável de tudo.

Quando questionada sobre sua identidade, sobre ser a futura e absoluta forma de Sailor Moon, Cosmos responde que é apenas uma covarde que fugiu do futuro, onde a batalha contra Sailor Chaos foi devastadora. Nós explicamos sobre ela no vídeo: Quem é a Sailor Cosmos? Assista =D!

Dentro do Caldeirão, Usagi finalmente encontra suas amigas (menos os gatos, ops!) e a Guardiã Cosmos, protetora do Caldeirão e da Semente Estelar de Cosmos. A Guardiã oferece a oportunidade destas intensas estrelas renascerem e recomeçarem uma nova era estelar. Mas elas decidem deixar o Caldeirão em suas atuais formas para viverem juntas.

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 Assim, a história termina com um final digno de novela. Um casamento digno da estrela mais magnífica, com direito a todas as amigas como damas de honra e (será?) um bebê a caminho!

O final gera controvérsia entre os fãs que se dividem entre paixão, insatisfação e os que não entenderam muito bem o que aconteceu. Independente de que time você se encontra, deve concordar comigo de que este volume deixou todo mundo com um gostinho de quero mais. (Ainda bem que ainda temos as Short Stories \o/)

 

Revisão Técnica

O roteiro deste arco é muito corrido. Naoko realmente entrou na ferrari e se sentiu na fórmula 1, conduzindo uma história super densa em tão poucas páginas. O resultado é uma porção de personagens desenvolvidos de forma débil, diversos furos e algumas emendas meio mal feitas…

* Como explicar a situação dos gatos? Eles voltam? Supõe-se que sim, afinal sabemos que eles estão em Tóquio Cristal. Mas uma ilustração pequenininha deles no caldeirão seria suficiente para deixar isso claro.

* E a família da Usagi? Eles sobreviveram? Eles também estão vivos em Tóquio de Cristal? Ninguém sabe… Podiam muito bem ter aparecido na cena do casamento, ou, se não sobreviveram, deveriam ser mencionados de alguma forma.

* Por que Kakyuu não se transformou antes? Se ela era uma guerreira, por que não estava preparada? Ela podia ter evitado a morte das companheiras… Ou será que a autora não pensou nisso antes?

Quanto à arte, a evolução da arte do 1º volume ao 12º é incontestável. Os traços estão mais definidos, e com um estilo todo próprio. Não que seja anatomicamente muito preciso… afinal, quem tem pernas de 2 metros? O que não mudou muito foi o uso excessivo de retículas, preenchendo os vazios dos poucos cenários realmente desenhados. Ainda assim, a arte de Naoko evoluiu e enche os olhos.

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Este volume não possui erros gritantes de português. O que mais chama a atenção é a grafia errada do nome da Kakyuu: 5/5 vezes. E pensar que ele apareceu certinho com os dois “u”s no volume 11. Shame on you, revisão! Como vocês não anotaram num caderninho ou num post-it como deveriam escrever os nomes das personagens?

Dos últimos volumes para cá, a tradução está tão adaptada que em certas cenas nem dá para dizer que reflete as palavras originais da autora… E a adaptação tem um preço. Na cena em que Sailor Cosmos explica sua vinda ao passado, é muito importante que, no original, o pronome “Watashi” (eu) tenha sido usado uma única vez. A língua japonesa possui em si dubiedade e costuma só colocar pronome quando quer enfatizar…. Portando, no original essa frase deixa uma dúvida no ar, e na tradução ela também poderia ter sido traduzida mantendo a mesma dúvida, pois esta é a real intenção da autora. Adicionar um pronome “eu” extra tira a sutileza e beleza do texto original.

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Ao menos podemos nos orgulhar de que em 12 volumes nossa edição foi impecável em termos de cores e qualidade de impressão, tornando-a uma das mais bonitas do mundo visualmente. Mas é melhor não elogiar demais, afinal a publicação ainda não terminou e a gente nunca sabe quando pode surgir algum problema… sabemos sim, o volume 2 das short stories teve problema na impressão e as cores ficaram estranhas, mas vamos falar nisso quando for a hora, né?

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