Sailor Moon Vol. 1

Review do mangá da JBC

O tão esperado mangá de Sailor Moon em sua versão brasileira finalmente chegou! E todos nós estávamos muito ansiosos por isso. Foram 15 anos de espera, desde que as editoras começaram a se interessar por estas publicações. Agora que ele está em nossas mãos, vamos dar uma olhadinha nele?

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Material Gráfico

Análise Externa

O mangá possui dimensões de 12x18cm, sendo um pouco maior que o mangá japonês de 2003. A capa é a conhecida de 10 anos atrás e foi impressa em papel couché L1 (é mais resistente e firme), com superfície brilhante. As cores são bonitas e mais vivas que outras edições internacionais, como a americana. Na contra-capa, destaque especial para o logo da série no topo e não em cima do desenho de trás. Algo muito especial, uma vez que temos a imagem limpa da Sailor Moon em SD.

Nota: 9

 

Análise interna

Como divulgado pela JBC, o mangá contém 6 páginas coloridas, em papel couché de boa qualidade (aquele de panfletos, com brilho e aspecto de ser envernizado). A impressão tem cores mais vivas que as imagens do mangá original. De quebra, mais duas páginas também estão em papel couché, no entanto, em preto e branco. O restante do mangá é todo feito em papel off-set (papel comum, como folha de sulfite), um diferencial que encontramos só aqui no Brasil, sendo que outras publicações no mundo e a própria japonesa, são feitas em papel jornal. A impressão em preto e branco também é boa, os desenhos são definidos e não apresentam falhas.

Nota: 9,5

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Tradução

Essa parte dá pano para manga no mangá (RÁ!), então vamos por partes.
Como divulgado antes do lançamento, a editora JBC optou por alguns termos no original, no entanto, acabou traduzindo outros. Vamos explicar: os personagens tiveram seus nomes mantidos no original japonês: Usagi é Usagi, ao invés de Serena. Apesar disso, a JBC não se esqueceu da existência do anime e da dublagem brasileira colocando notas de tradução que explicam as diferenças entre os nomes. Isso acontece mesmo para personagens menores, como o Shingo, irmão de Usagi, e para os vilões.
As guerreiras, quando transformadas, também tiveram seus nomes mantidos no original, em inglês. Como resultado lemos Sailor Moon, Sailor Mercury, Sailor Mars e, não se assuste, Sailor Jupiter, de acordo com a grafia correta.
Várias placas e expressões em japonês possuem notas de tradução. Este é outro belo toque, uma vez que, ao invés de editar a imagem e colocar as placas traduzidas, estas foram mantidas com os caracteres japoneses e explicadas em notas de rodapé posicionadas estrategicamente em espaços em branco ou de maneira bem discreta sobre os desenhos.
Podemos dizer que todos os termos que não eram passíveis de tradução ou adaptação foram mantidos no original, porém aqueles que tinham a possibilidade foram. Esta questão é aplicada aos ataques e as transformações, em que todos receberam uma versão tupiniquim.
Mas não pense que a JBC resolveu seguir a linha do anime. Ao invés disso, a editora optou por traduzir todos os termos novamente e, assim, “Moon Prism Power! MakeUp!” ficou “Pelo Poder do Prisma Lunar! Transformar!”, ao invés do já famoso “Transformação!” que foi utilizado apenas na dublagem da BKS. A opção de traduzir veio com uma mistura de saudosismo, notado no termo “Pelo Poder”, e de novidade, ao inserir o “Transformar”, mantendo a essência de “make up”, que é um verbo. Essa nostalgia também aparece na tradução do famoso bordão de Sailor Moon, quando ela se apresenta, ao utilizarem o termo “Punir em nome da lua”, ao invés de qualquer outro termo.

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Na área das novidades, temos os golpes e ataques que apenas existiam no mangá, como “Moon Twilight Flash” e “Mercury Aqua Mist”, que ganharam suas respectivas versões em português.
A JBC tentou explicar todos os termos e situações desconhecidas para o grande público por meio de suas notas de tradução, mas elas não foram 100% eficientes. Em muitos casos, vemos palavras faltantes nas notas, como no caso de “Moon Twilight Flash”, que foi apenas nomeado como “Twilight Flash”.Em outros casos, as notas simplesmente não existem, como em “Mercury Aqua Mist” e o nome da Professora Haruna no anime. Estes são apenas problemas de padronização, nada que atrapalhe o fluxo da leitura. Vale ressaltar que todas as notas aparecem ou em espaços em branco dos quadros, ou nas imagens,de forma bem discreta.
A tradução está muito boa, apresentando alguns poucos erros de revisão, que em realidade são todos aceitáveis e não atrapalham a leitura do mangá ou o andamento da história.

Nota: 9

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Conteúdo

A respeito do conteúdo não temos muito o que esperar de diferente. O mangá teve uma nova divisão da história em 2003, de 18 volumes para apenas 12 (sem contar as Short Stories que ainda não foram confirmadas pela JBC). Sendo assim, o nosso primeiro volume corresponde aos mesmos atos que o volume japonês da edição deluxe e os internacionais.
Em 2003, no lançamento dessa versão do mangá no Japão, os volumes vinham com adesivos, sobrecapa com orelha e cinta em volta do mangá, com propaganda do live action. Nossas publicações não costumam apresentar estes mimos, mas ainda assim a JBC se esforçou para ter um diferencial na versão brasileira de Sailor Moon. Na página final do mangá, juntamente com as instruções de leitura, encontramos a imagem que está apenas na orelha da sobrecapa do mangá japonês. A versão SD de Sailor Moon aparece linda com as instruções de como se deve ler um mangá.
Outro diferencial, que por sinal foi revelado no evento de lançamento, é que todas as edições a partir do volume 2 virão acompanhadas de marca páginas, quando compradas em livrarias, lojas especializadas ou por assinatura. Este pequeno mimo é um diferencial já que todos eles virão com imagens dos Artbooks de Sailor Moon, algo que não aconteceu em outros países. Nós teremos pelo menos 10 marca páginas diferentes com imagens dos Artbooks. No entanto, eles não serão entregues a quem comprar o mangá em bancas.

Nota: 9,5

Conclusão

O primeiro volume da coleção de mangá está excelente! Apesar de algumas pequenas falhas, o mangá está muito bem traduzido. Ponto para a JBC que conseguiu deixar a tradução com um vocabulário bem genérico e com pouquíssimas expressões tipicamente paulistas! Aliás, a edição toda é um belo presente aos moonies: papel de qualidade, excelente trabalho de edição de imagens e cores.  É possível ver a dedicação da editora para com Sailor Moon nesses pequenos detalhes, se esforçando para agradar os velhos fãs e conquistar o público que não costuma consumir quadrinhos. Vale o investimento de R$16,50!!!

Se a Naoko aprovou o lançamento, que passou a ser a referência para as publicações internacionais, imagine nós! Essa edição ganhou um  selo SOS de qualidade! Que os próximos volumes continuem mantendo o alto nível do trabalho!

Nota final: 9,25

aprovado

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