Sailor Moon Vol. 11

Review do mangá da JBC

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Coroada com o lindo rostinho da estreante ChibiChibi Moon, a edição brasileira de Sailor Moon chega ao penúltimo volume, número 11! Mas ao contrário da fofura ilustrada na capa, este volume vem recheado de batalhas, angústias e tensões. Depois dos contos de fadas lunares no final do Arco Sonho, este número traz o início do Arco Estrelas, a batalha mais terrível que as Guerreiras Sailor jamais imaginariam enfrentar. Sem perder o fôlego, vambora!

A história

Tudo começa com uma surpreendente chuva de meteoros e estrelas cadentes, que chama a atenção de Usagi e Mamoru (que estavam curtindo um momento a dois, hmm!) e também das Outer Senshi. Mas nada parece ameaçar a situação de paz que todas vivem. É tempo de se preocupar com a escola, os clubes e as atividades diárias de toda adolescente normal. Até Michiru e Setsuna estão curtindo essa vida! Quem poderia imaginar que a Deusa do Tempo se realizaria no papel de defensora de pirralhos machucados? hahaha Ah! E na vida de toda adolescente em paz também sempre sobra espaço para o fandom… E Minako apresenta às amigas o novíssimo grupo musical que começou a seguir: os Three Lights!

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Mas Usagi não estava no clima. Infelizmente seu amado Mamo-chan tem de partir para estudar nos Estados Unidos e ficará um ano fora… Imaginem como o coração de nossa princesa ficou destruído… Mas Mamoru sela a promessa de reencontro com a amada com um lindo presente. Em meio à despedida final dos dois, uma catástrofe e um encontro surpreendente acontecem. Quem seria a garota de uniforme dourado em frente a Usagi? Ela acaba desmaiando e já não lembra de nada…

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Mais despedidas chegam, e desta vez é Chibiusa que resolve voltar ao século 30, ansiosa para reencontrar os pais e relatar sua progressão como guerreira em treinamento… Mas sem deixar tempo pra tristeza chegar, as meninas já arrumam uma distração para Usagi sacudir a poeira e tocar pra frente: fangirlear no show dos Three Lights, yey! Para supresa de todas, Haruka e Michiru estavam dividindo o palco com os boys!! OMG! *-* O encontro da Princesa dos Ventos com Seiya parece carregado de energias… Quem serão esses três e para quem cantam com tanta emoção?

Mas o show é interrompido pelo ataque de uma estranha garota com aparência meio humana e meio ratazana, que anuncia estar atrás dos possuidores dos Cristais Sailor!? Moon, Mercury, Mars, Jupiter, Venus, e até Uranus e Neptune entram na batalha, mas é um ataque externo que dá fim à inimiga. Quem são aquelas três figuras de botas 7/8 e shortinhos de couro (ui!)??

Na manhã seguinte as 10 Guerreiras se reúnem para discutir sobre o novo inimigo e Haruka compartilha algumas suspeitas. Ao voltar para casa, Usagi se depara com um novo membro na família!!! Pequenina, fofa, de cabelos cor de cereja, com odangos e que repete tudo o que dizem a ela. Investigação sem sucesso…

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Usagi começa a receber correpondências anônimas que acredita serem de seu Mamo-chan dos Estados Unidos. Enquanto ela tentava desvendar a mensagem por trás dos misteriosos cards, Seiya a encontra no terraço da escola e é aí que acontece o segundo ataque inimigo. Desta vez a oponente revela ter mais em comum com as Guerreiras do que elas jamais poderiam esperar… Moon ainda tenta atacar, mas foi em vão. É aí que outras novas três Sailors se revelam: Star Fighter, Star Healer e Star Maker. Elas conseguem derrotar a inimiga, mas já era tarde… Para onde foram Jup e Mercury?!?

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A certeza de que os inimigos são poderosos e a incerteza sobre o paradeiro das companheiras e sobre o real objetivo das Starlights provoca uma crise entre as Guerreiras Sailor. Sem perda de tempo, mais uma inimiga ataca, e desta vez os alvos são as guardiãs da Princesa de Marte. Durante a batalha, Venus e Mars são atacadas e também acabam desaparecendo! i.i

Usagi e as Outer Senshi resolvem engolir o orgulho e pedem ajuda aos Three Lights. É aí que tudo se compreende: a mentora por trás dos ataques é Sailor Galaxia, que planeja ser a guerreira mais poderosa do universo, e ela recrutou seu exército, a Sombra Galáctica, coagindo Sailors de toda a Via Láctea para se apoderar dos Cristais Sailor e atingir seu objetivo. Paralelamente, Uranus, Neptune e Pluto resolvem construir, com a ajuda de suas guardiãs, uma barreira do alto de seus castelos em torno do Sistema Solar, para proteger a Princesa Serenity. Mas antes que o plano fosse concluído, mais uma baixa acontece. Seiya, Taiki e Yaten encurralam ChibiChibi e a musa protetora dos três acaba se revelando. A Princesa Kakyuu explica que a pequenina foi quem a salvou, quem a trouxe para perto deles e de Sailor Moon, e revela que a pirralhinha também é –CHOQUE– uma guerreira!

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Na reta final do volume, Moon e seus gatos humanóides sofrem o ataque da quarta mandante de Galaxia, Tin Nyanko, e a seguir encontra-se com Kakyuu, que finalmente elucida toda a verdade sobre a Sombra Galáctica e os objetivos de Galaxia. Ela dizimou vidas e planetas pela Via Láctea, e o alvo final dela é……… Um MIS-TÉ-RIO! (afinal ninguém quis derrotar a Usagi e nem possuir o poder do Cristal de Prata nessa série ainda né) Usagi decide de uma vez por todas partir pra cima e resolver a questão frente a frente! Carregando os gatinhos feridos e ChibiChibi de volta pra casa, a loirinha não entende os sentimentos que interligam as duas… O que será que essa pequenininha representa realmente para a Rainha da Lua? Muitas emoções, sentimentos, triângulos amorosos (uiui), paixões platônicas e mistérios ainda estão por vir no último volume do mangá! *O*

Revisão Técnica

Como sempre destacamos, impressão é o forte da JBC. E nas ilustrações coloridas deste volume, podemos sentir toda a qualidade gráfica e nitidez das cores e traços da arte atemporal de Naoko e seus brilhos galácticos.

Mas enquanto no volume 10 não houve muito o que comentar, o volume 11 está recheado de itens a criticar. Além dos já consagrados (e já quase que esperados) deslizes na adaptação dos ataques, houve erros de concordância, troca de gêneros (alô revisão!?)…

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Mas os fatos mais graves foram distorções na tradução de alguns diálogos, muitas vezes não percebidos por fãs que não tiveram acesso à obra original ou em outras línguas cuja tradução manteve-se mais fiel. Essas falhas podem ser percebidas em dois momentos:

1) Logo no início do volume, quando Hotaru e Chibiusa estão de mãos dadas e Usagi faz um comentário sobre isso. A fala original de Hotaru seria algo do tipo “Mas e você também não anda de mãos dadas com o Mamo-chan?”, sugerindo um ‘algo a mais’ na relação das duas (como muitos fãs inferem). A versão da JBC deturpa totalmente a frase original e ainda coloca essa frase “Tá com inveja?” que não tem muito a ver com o estilo da personagem.

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2) A segunda situação é na conversa entre Minako, Rei e Yaten, onde as garotas transparecem sua relação estreita (cena de completo delírio para os shippers) e reafirmam sua postura de guardiãs. Mais uma vez a JBC abranda alguns termos, distorce outros, coloca palavras impróprias na boca das personagens (ou por acaso alguém aí já tinha fantasiado a Setsuna falando cuti-cuti??)… Me pergunto de onde vem o japonês da equipe de tradução…

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O que dizer então dos nomes dos Three Lights?? (aliás, que bom que não traduziram o nome da banda… ufa!) Em toda a série houve corretamente a inversão da sequência sobrenome-nome adotada de forma padrão no Japão, mas justo aqui mantiveram Kou Seiya, Kou Taiki e Kou Yaten, parecendo que os três têm o mesmo nome!!! Pode isso, produção? O termo boy band no topo da mesma página também é uma gíria desnecessária, podia simplesmente ser substituído por grupo musical ou qualquer outra expressão de nossa língua.

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Em relação à adaptação dos ataques (sempre ansiosamente aguardada), depois de superar o trauma e acostumar com o ‘Beijo da Cura da Lua-de-Mel Estelar’, podemos destacar as boas versões para Moon Eternal, Make Up!, Star Sensitive Inferno, Submarine Violon Tide e Star Serious Laser. Agora Star Gentle Uterus entra naquela categoria “difícil de qualquer maneira”… Mas já que tinha que traduzir, que eles padronizassem os ataques das Starlights! Sugestão do SOS: Inferno Sensitivo Estelar; Laser Implacável Estelar e Ventre Gentil Estelar.

Falando em seguir padrão, os clãs inimigos ao longo da série também não mantiveram um padrão em relação a seus nomes. Ora a coisa é traduzida, ora deixada no original. Aí olhando agora pra trás, ficou: Reino Sombrio, Black Moon, Arautos da Destruição, Dead Moon e agora Sombra Galáctica. Será que a equipe não sabia que iam ter cinco arcos e por isso ficou essa salada mista? Ah não, o mangá foi lançado há mais de 20 anos… Cadê o planejamento e o padrão da obra como um todo? Mais um grave ponto negativo. Infelizmente convivemos com esta falta de cuidado até os últimos volumes da obra.

Por fim, não podíamos deixar de destacar um ponto interessante deste volume. A letra música-tema cantada pelos Three Lights, sem nome na versão mangá de Sailor Moon, serviu de base para a canção “Nagareboshi he”, cantada pelo trio na versão clássica do anime. A letra é de Naoko, e a tradução da JBC manteve-se bem fiel. Como a música é original da obra escrita, quem sabe não estará também presente no remake em Crystal?? Só esperando pra ver!

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Esperando pra ver também estaremos nós, esperando pelo último volume da obra das Guerreiras! Com expectativas de menos erros e momentos finais de pura emoção! Rumo ao volume 12!!!!

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