Sailor Moon Vol. 5

Review do mangá da JBC

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Mangá novo em mãos! Leitura insana, pesada, e muitos… muitos corações partidos! Essas são as principais características do esplêndido Sailor Moon Vol. 5, publicado pela Editora JBC em agosto.

Essa edição dá continuidade ao sequestro de Small Lady por Wiseman e sua transformação em uma das vilãs mais emblemáticas da franquia – Black Lady. Mesmo adulta, ela continua sendo um chute nas nádegas, só que superpoderosa e completamente tresloucada por Mamoru, que acaba virando seu guarda-costas e… amante (Ê complexo de Electra)!

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Sailor Venus e os gatos descobrem as origens do grupo rebelde Black Moon, mas nada podem fazer, pois a futura soberana está sozinha em Nêmesis, desamparada, sem poderes e sob a ameaça do obcecado Príncipe Demand. Esse momento de solidão a faz refletir sobre muitas coisas, principalmente sua falta de confiança e como isso atrapalhava sua vida e seu papel como guerreira.

Ao mesmo tempo, Usagi se vê à beira da morte em uma luta contra Saphir, dono de uma das frases mais célebres do mangá, porém, com o coração fortalecido e a ajuda da adormecida Nova Rainha Serenity, ela consegue se transformar, resgatar suas amigas  e ainda retornar para Tóquio Cristal.

O clã Black Moon aproveita para fazer sua última e mais terrível investida contra a Terra. Com a posse do Cristal de Prata do futuro, Black Lady (já reconhecida pelos demais como Chibiusa) lança novos fragmentos do Cristal Negro na Terra, por pouco não causando o fim do planeta. Enquanto isso, Tuxedo Mask faz Sailor Moon de João Bobo e rouba o Cristal do passado. Entretanto, é o Príncipe Demand que, enlouquecido pelas verdadeiras intenções de Wiseman, decide jogar o forninho no chão e unir os dois Cristais de Prata para destruir tudo.

Nesse ponto, as lágrimas afloram com a participação de Sailor Pluto, que havia abandonado seu posto para lutar com as demais. Ela quebra o último tabu imposto pela Rainha Serenity e para o tempo afim de impedir que a explosão das duas joias aconteça. À beira da morte, Sailor Pluto reverte a situação à favor das Sailors e seu último suspiro ocorre ao fitar Rei Endymion.

Após presenciar a morte de sua única amiga, Black Lady mimetiza a linda cena do despertar de Sailor Moon em princesa, da primeira temporada. Quando o Cristal de Prata se forma de suas lágrimas, ela finalmente se transforma em Sailor Chibimoon. Com a ajudinha dela e do recuperado Tuxy, Sailor Moon usa todas as forças do trio para destruir Nêmesis e o Death Phantom

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Enquanto isso, Nova Rainha Serenity acorda e utiliza sua força para reestabelecer Tóquio Cristal e reviver as pessoas, mas também concede novos poderes a Sailor Moon e suas protetoras. Infelizmente, as duas não podiam se encontrar, mas como bom senso também não é o forte da “cabecinha de vento” do futuro, a rainha vai de encontro a sua persona do passado. E, no fim, muitas, muitas lágrimas.

Usagi acorda em sua cama, mas aquilo tudo não tinha sido um sonho e Chibiusa retorna para o século 30 para ficar com sua família. Felicidade dura pouco, é verdade, e minutos depois a menina retorna com a missão de concluir seu aprendizado como Guerreira Sailor.

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Quem diria que a fase R poderia render uma história tão melhor que a temporada do anime dos anos 90, não é mesmo?

Por outro lado, neste volume, o trabalho de tradução e revisão deixou a desejar. Erros básicos continuaram acontecendo, como o “segiu”, na página 11. Sem mencionar o nome do Ato 26, que no índice está Reprodução (o.o) e no capítulo mesmo é Reconstrução. Mente poluída desse povo, gente!  E é melhor nem falar da parte em inglês do título do capítulo, porque obviamente o público todinho aprendeu o idioma desde a publicação do volume . Mas a parte boa é que esses errinhos bobos diminuíram em relação ao volume 4. Engraçado é que quando os erros gramaticais seriam bem-vindos, como no caso da carta da Nova Rainha Serenity, não vimos um sequer. E olha que a Usagi continua sem saber escrever em kanji no futuro…

Além disso, a editora JBC está sofrendo com um caso de inconsistência recorrente quanto aos termos utilizados. Lembram quando reclamamos de “asseclas”, no review do volume 3? Pois é! Para ler esse volume também é conselhável um dicionário. O pior é que o uso de palavras rebuscadas acaba gerando divergências às personalidades das personagens. Afinal, desde quando a Usagi falaria “vilanias”, minha gente? Mas nem tudo é tão “black” assim. Se no volume passado tivemos o “cometer tabus”, neste, a tradução voltou atrás e corrigiu o termo para “quebrar tabus”. Aplaudimos o trabalho de deixar o verbo mais adequado para a situação.

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No fim, a história maravilhosa desse volume acaba eclipsando os deslizes cometidos e o saldo é uma edição acima da média das anteriores. Também não foi muito difícil, afinal dessa vez não havia nenhum ataque ou frase mágica nova para estragar xD.  É importante lembrar que nem só de capa, cores e papel de qualidade sobrevive um mangá de mahou shoujo. As frases mágicas são a alma do negócio e precisam ser adaptadas com extremo cuidado, especialmente considerando um trabalho de dublagem que cativa carinho e nostalgia entre o fandom.

Que venha o volume 6!

 

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