Sailor Moon Vol. 7

Review do mangá da JBC

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Foi na sala de embarque, à espera de um voo para Belo Horizonte, que o volume 7 foi devorado. A história do arco “Infinito” alcançou níveis tão instigantes e sombrios que foi impossível parar a leitura mesmo que por um minuto. O mangá, lançado no fim de outubro pela Editora JBC, tem como centro da narrativa a “amizade” e a “esperança”. São elas que delineiam o enredo ao seu clímax e as grandes armas para impedir os planos dos Arautos da Destruição.

O Volume 7 é dividido em cinco atos (31 a 35) e já começa dando boas-vindas a Setsuna Meiou, a reencarnação da querida Sailor Pluto que havia morrido no fim da saga Black Moon. Ela é uma pesquisadora que estuda os estranhos fenômenos da área delta de Mugen, onde se localiza a Academia Infinito. Ao ser atacada por Tellu, das Bruxas-5, ela desperta e se alia à Uranus e Neptune, revelando ser a portadora do terceiro talismã e uma das guerreiras do sistema solar exterior, cuja missão é proteger o Milênio de Prata de invasores desde tempos remotos.

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É nesse momento que o primeiro passo de entendimento entre as Guerreiras Sailor é dado, uma vez que Haruka e Michiru não queriam se envolver com Usagi. O trio explica que tal insubordinação era porque somente elas tinham os poderes necessários para cumprir a missão de batalhar os alienígenas e de matar a misteriosa Deusa da Destruição, que é introduzida na história sem muitos detalhes. Mesmo com os poucos esclarecimentos, o fato de ainda não quererem batalhar com as demais deixa Usagi apreensiva e as protetoras da princesa possessas por serem consideradas não-capacitadas.

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Esses sentimentos afloram quando Cyprine e Ptilol, as últimas do Bruxas-5, atacam a cidade, lançando um feitiço para que as Sailors brigassem entre si. Mas o coração de Sailor Moon bate mais forte e o Cálice Sagrado feito com Chibiusa e Mamo-chan aparece diante dela. A princesa desfaz a ilusão e pede para que todas unam seus corações. Os talismãs, inclusive, respondem a esse chamado, ressonando pela primeira vez. Com esse poder em mãos, a guerreira-princesa se transforma na lendária Super Sailor Moon e derrota as feiticeiras.

Os termos utilizados pela Editora JBC foram diferentes da dublagem e os únicos pontos da tradução do volume que causaram ruído: “Crisis, make up!” foi adaptado para “Poder crítico, transformar!”, que se aproxima da tradução literal. Não ficou de todo ruim, pois esta talvez seja uma das frases mágicas mais confusas criadas pela autora. Porém, parte do fandom acredita que poderia ser contextualizada, carregando o sentido de “metamorfose” e de “mudança” quando se passa por um momento de crise. Nós, por exemplo, sugerimos que a adaptação fosse “Ascenção divina, transformar!”, levando em consideração os inúmeros símbolos religiosos desta temporada, o uso do Santo Graal e as asas de anjo durante a transformação, como se Sailor Moon fosse elevada a santa.

Já o “Rainbow moon heartache!” ficou como “Disparo do coração da lua-arco-íris!”. Se pensar que a tradução de heartache pode ser infarto e o sintoma dessa condição é o disparo do coração, o termo foi coerente. Já o restante é um verdadeiro trava-leitura, apesar de correto, mas os saudosistas continuam preferindo “Arco-íris do coração lunar, atacar!”, da dublagem brasileira (quem diria, BKS).

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Sailor Moon se transformar em “Super” é o sinal de que todas as Guerreiras Sailor deveriam ser companheiras. Haruka e as outras entendem isso e revelam toda a verdade sobre os talismãs, a Deusa da Destruição – a guerreira do silêncio, Sailor Saturn, – e a derrocada do Reino Lunar. Naoko, infelizmente, não conseguiu costurar muito bem essa história. Primeiro porque o despertar de Saturn no passado foi apenas um recurso para colocar o ponto final em algo que já estava acabado. Todos na Lua já haviam morrido e o ela apenas serviu para matar Uranus e Neptune – que não sabemos como reviveram. Segundo, é que Pluto também deveria ter morrido com as outras, já que ela estava presente. Não ficou claro se ela voltou para a porta do tempo e assistiu tudo de camarote.

Se os talismãs reapareceram no presente é porque Sailor Saturn irá despertar. O trio indica a doente Hotaru Tomoe como sua versão humana e decide matá-la. Mais uma vez, o companheirismo é colocado em cheque, pois Sailor Moon e as demais não concordam com essa postura.

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A relutante Chibimoon, que havia construído um belo relacionamento com Hotaru durante todo o volume, também não pretende deixar que isso aconteça. Ela tenta salvá-la, mas algo dentro da menina rouba seu Cristal de Prata e sua alma, despertando a alienígena Mistress 9, para a surpresa de todos. Só que Hotaru, conduzida pelo forte laço entre as duas, não vai desistir tão facilmente e protegerá a pequena sailor e seu cristal de prata a qualquer custo.

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A batalha na Academia Infinito também pega fogo no “mundo real” quando Moon e suas protetoras optam por não perder as expectativas e salvar a moribunda Chibiusa, Hotaru e a Terra, evitando o caminho de sangue das guerreiras do sistema solar exterior. No fim das contas, as três aparecem para ajudá-las quando tudo estava por um fio. Não dá para entender por que elas mudaram de ideia, mas Uranus expressa que sempre foi seu desejo que elas lutassem juntas. É aí que o coração de todas se une novamente e Super Sailor Moon encontra a esperança e a determinação para seguir em frente.

Porém, a energia que os Araustos da Destruição conseguiu acumular é o suficiente para explodir o prédio pelos ares, mostrando um inimigo poderoso e demoníaco. Será que a amizade recém-construída e luz da esperança que corta a escuridão serão capazes de vencer os desafios que se aproximam?

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