Sailor Moon Vol. 9

Review do mangá da JBC

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Chegamos ao volume 9, que continua a história do arco Sonho, correspondente à SuperS no anime. Nesse volume, Usagi e suas guerreiras têm que lutar contra o Circo Dead Moon enquanto seus sonhos são colocados em xeque pelos temíveis pesadelos.

A história

No hospital, a Sra. Mizuno, mãe de Ami, investiga o desmaio do Mamoru e acha uma sombra em seu pulmão. Ele, como sempre querendo deixar Usagi o mais despreocupada possível, mente dizendo não ter nada, mesmo após sentir-se mal mais uma vez em casa. Durante o sono, ele recebe a visita de um certo cavalo alado que pede desculpas por não poder proteger Elysion e implora ao nosso guerreiro mascarado que encontre o cristal dourado. Mas hein? Que cristal dourado é esse?

Enquanto essa dúvida não é resolvida, nossas guerreiras enfrentam PallaPalla junto com o Trio Amazonas e despertam novos poderes com a ajuda de seus subconscientes, inclusive de duas guardiãs muuuito próximas de Rei. É interessante como Naoko volta a explorar melhor suas personagens após tantos arcos. Se em Black Moon e em Infinity elas participaram sem desenvolvimento de suas personalidades, é aqui que a autora triunfa em nos apresentar seus sonhos e novas facetas dessas garotas.

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Chibiusa foge e um dos momentos mais aguardados do mangá acontece. Depois da cena da cozinha, no Volume 4, chegamos à zoofilia do Volume 9, minha gente! Palmas para a pirralha, ops! para a princesa! Brincadeiras à parte, é nesse momento que descobrimos o motivo pelo qual Helios entra em contato com a Pequena Dama.

zoofilia

Além disso, tomamos conhecimento de quem mantém Helios preso: ninguém mais, ninguém menos que a Rainha do Circo Dead Moon, Nehelenia, que quer – CHOQUE – conquistar a Terra! ¬¬ Afinal, nenhum outro vilão até agora quis isso, né? Imagina, impressão sua… Ao mesmo tempo, a saúde de Mamoru vai se debilitando cada vez mais e Helios para de se comunicar com o mundo exterior, o que deixa tanto Usagi, quanto Chibiusa preocupadas com seus respectivos amados.

Finalmente descobrimos o motivo pelo qual Mamoru está abatido (e já não era sem tempo hein, dona Naoko?). Também aprendemos mais sobre quem afinal é Helios, o sacerdote de Elyson e protetor do príncipe terráqueo. Ademais, ele entrega a Usagi sua nova missão: achar o Cristal Dourado. Agora, só eu senti uma repetição de temas aqui, gente? Acho que a tia Naoko estava meio sem criatividade, né possível!

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Durante toda essa confusão, percebemos que Minako não consegue se transformar e tem vergonha de relatar isso às companheiras. As meninas também ficam comentando muito sobre Haruka, Setsuna e Michiru, gerando insegurança na líder, que se acha inferior às guerreiras mais velhas – fato que só se agrava pela não-transformação da loirinha. Somos apresentados a dois novos vilões: Xenotime e Zeolite. Os gêmeos criam uma competição para descobrir uma nova idol – o grande sonho de Minako – e é claro que ela se inscreve para participar! Tudo não passava de uma armadilha e Venus sabia disso, motivo pelo qual decide investigar sozinha. Mas ao não contar nada, suas companheiras aparecem para ajudar e ela quase é derrotada, se não fosse a ajuda do seu fiel (e bonitão!) parceiro, Artemis, a faz despertar novos poderes para tentar derrotar o inimigo, mas foi sem sucesso.

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É interessante notar que esse act vem recheado de diferenças em relação aos anteriores. Pela primeira vez no mangá Minako está mais parecida com a de Sailor V e do anime antigo, a macaca de auditório que faz tudo pela fama, a garota egocêntrica, mentirosa e maliciosa que tanto amamos. Ademais, esses vilões não foram adaptados para o anime, sendo vilões exclusivos do mangá e uma grande novidades para todos que não conheciam essa versão da história.

Como Titia Naoko quis explorar outros lados de suas personagens nesse volume, ganhamos também um gostinho das novas vidas de Setsuna, Michiru, Haruka e Hotaru, sendo que esta última não é mais bebê. Ficamos sabendo que as Outer Senshi também perderam o poder de se transformarem e por isso acham que não são mais úteis. Ao mesmo tempo, Hotaru entra em contato com seu outro eu, a guerreira da destruição, Sailor Saturn, recuperando os cristais das outras guerreiras.

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Em meio a isso, Usagi chega em casa e Chibiusa percebe que o maior temor de Mamoru está se concretizando. E agora? As Outers chegarão a tempo de segurar o forninho que é salvar a princesa, o príncipe, as guerreiras, Helios e o planeta? Saberemos somente no volume 10.

Parte técnica

No volume anterior tiramos o chapéu para a editora tupiniquim pela brilhante adaptação do Trio Amazonas e nessa edição, enaltecemos as traduções dos golpes das guerreiras, que foram bem acertadas em comparação a volumes passados. Porém, parece que a empolgação para as festas de fim de ano não fez bem à equipe da JBC e assim tivemos erros de português e de continuidade nesse volume. O erro do termo “remless” no lugar de “lêmures” persistiu também nessa edição, sendo que explicamos que o uso dessa palavra pode atrapalhar a leitura, além de não fazer sentido com a história, como visto AQUI.

Já que a revisão dormiu no ponto neste volume, houve um erro crasso de português na expressão “Sou estranha mesma”, onde o “mesma” não possui função de ênfase, sendo na verdade um advérbio e portanto não podendo ser conjugado no feminino. Além disso, tiveram erros de continuidade MAIS os “de português”, quando Minako e Setsuna tiveram suas frases de transformação misteriosamente modificadas para “Pelo Poder do Planeta de Vênus! Transformar!” e “Pelo Poder do Planeta de Plutão! Transformar!”… mas, hein? Planeta de Vênus é um planeta que veio de Vênus? Esse revisor bebeu uns champanhes antes do ano novo e está merecendo um puxão de orelha, hein!?

Mas é muito legal ver  que a forma como alguns vilões falam são bem respeitadas. Nehelenia, que é uma vilã milenar, mostra sua grande educação por meio do vocabulário e da conjugação de verbos usando a segunda voz do singular e do plural. Quem não tem costume acaba aprendendo algumas palavras com ela,  como “outrora”. Bom, quem disse que mangá não ensina nada, né?

A impressão continua sendo o ponto forte do mangá, que esteticamente está lindo (aliás, o que foi essa capa com a Pluto? Bem mais bonita que no original!) Às vezes me aparenta que estamos diante de um “bonitinho mas ordinário”, sabe? Cheio de defeitinhos, mas esteticamente absoluto. O problema é que estamos no volume 9 e esse tipo de reclamação não deveria mais acontecer.

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