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9 de agosto de 2009

Sailor Moon na Record, o que ocorreu?

Vocês se lembram da época em que a Rede Record destruiu a vinda de Sailor Moon para o Brasil, não é? Pois bem, em entrevista para o JBOX, o Luiz Angelotti deu uma explicação:

Por que as garotas – ao menos no Brasil – se mostram mais resistentes quanto à consumirem produtos relacionados a séries destinadas à elas? Sailor Moon, fenômeno no Japão, foi uma grande decepção no Brasil pois segundo “lendas”, os produtos com a personagem estampada empoeiravam. Seria erro de estratégia?

A estratégia deu errado duas vezes. Na primeira foi junto com Dragon Ball em 1996. Não houve uma boa veiculação e foram lançados produtos caros. Não houve um trabalho de comunicação para o público alvo, etc…

Na segunda, já foi comigo. Fechamos um contrato com a Record e a Eliana começou a promover a série. Criou músicas para Sailor Moon e iria gravar um disco. Tínhamos 10 empresas fabricantes em negociação, todas muito bem focadas e com estratégias definidas e aprovadas pela Toei, voltadas ao nosso mercado. De repente, acredito que após pouco mais de um mês de veiculação com excelente audiência, a Record resolveu tirar o anime do ar. E o pior: não voltou mais e tínhamos um contrato que era de cinco anos. Morremos na praia e cheios de areia.

Tentamos com Sakura Card Captors na Rede Globo, mas audiência não era interessante para o canal e a série não permaneceu muito tempo no ar. Agora tentaremos com Pretty Cure da Toei, visto que Sailor Moon tem problemas com a autora e acredito que será difícil voltar ao mercado internacional. Mas creio que uma hora esse mercado (o feminino) será atingido e consumirá, e muito.

A entrevista completa você confere no www.jbox.com.br.

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